
Festa da Rua Anna-Wegner-Weg dia 16 de junho às 17h.
Choveu toda a madrugada.
O Dia amanheceu nublado, com vento e frio. Mas estavam lá as organizadoras começando arrumar a festa, a final chegou o dia tão esperado por todos e principalmente pelas criançada.
Montaram as tendas e começou a chover, mas não faz mal a festa é as 17h. Trouxeram as mesinhas para as crianças, chegou uma van com as mesas grandes, e chovendo mas não dá nada a festa é as 17h. Ao meio dia todos foram para as suas casas almoçar. As 15 horas voltaram para terminar os detalhes, o vento continuava e ainda nublado começaram a pendurar os balões, mas não tem problema a festa é daqui a 2h. Lamparinas penduradas começaram a colocar mesinhas com flores e velas. As velas foram acesas, ainda com vento, mas nada vai estragar a festa que está marcada para as 17h.
As 16h:45min a vizinhança começa a chegar, inclusive nós. Conhecemos uma família de portugueses, o nome dela Natália não vou esquecer e o nome da filha é Liza, também não vou esquecer, tive que manter a educação e não ficar tão eufórica mas fiquei muito feliz de ouvir a nossa língua mesmo com sotaque de Português.
As pessoas trazendo as saladas, mesa dos doces sendo recheada de gostosuras para ninguém botar defeito e lá junto com os doces estranhos estavam os nossos conhecidos “Negrinhos” lindos, fazendo sucesso entre pais e crianças.
As 17h:10min a chuva que se ensaiava desde cedo sentiu-se convidada, chegou com toda vontade, eu estava imaginando que tudo seria recolhido, no Brasil é assim aqui nada aconteceu ninguém se mexeu, somente arredaram a mesa dos doces para traz e mais nada. Imagina, a festa estava acontecendo. Mesas molhadas velas apagadas, mas que isto, ir pra casa só por causa deste temporal com chuva e vento, a festa estava acontecendo é primavera. As pessoas de manga curta e eu que sou gaúcha não podia ficar pra traz, colocar um casaco mais grosso BEM CAPAZ!
A festa continua, estou tremendo a Natália pergunta se não vamos embora. Eu respondo: Vamos ficar não vamos fazer feio, ninguém se mexeu!
Neste momento chega o gril para começar os assados, salsichões de tudo que é cor brancos vermelhos amarelos, milho, carne de porco...cada um assava o seu.
Depois de uns 15 min ( para mim pareceu 1h de chuva) a chuva forte começou a dar uma trégua, ficou fraquinha, suficiente para já secar as mesas e bancos e acender as velas e lamparinas, os balões estão todos molhados, mas não importa a festa continua.
Barril de chope, vinho, refri e o tão adorado pelos alemães Apfelsaft (Suco de maca) tudo a vontade, é só marcar em uma lista com o teu nome o que pegou.
Depois do gril as crianças participaram de uma tradição bem interessante, cada uma desenhou um cartão e nele colocaram seu endereço e nome, este cartão foi pendurado em um balão que seria solto, na teoria a criança receberá este cartão de volta assim saberá o quanto longe este balão foi.
Então após todos terem feito este cartão fomos para o meio da praça cada um segurando seu cartão e mesmo com vento e garoa, a contagem foi feita: “eins, zwei, drei” (1, 2, 3) e soltou-se os “balon” com palmas e gritinhos a festa estava ótima e divertida eu como já estava congelada e achando que já entendia tudo de alemão, também entrei na onda do “Kein problem” a festa esta acontecendo, exatamente como as organizadoras alemãs tinham programado.
Crianças jogando futebol, outras andando de “Fahrrad” (bicicletas), comidas e bebidas a disposição.
Todos continuaram felizes e contentes pois fazia 4 anos que esta festa não acontecia.
E terminou as 23h, com frio e vento, mas tudo deu certo e foi exatamente como tinha sido planejado.
OBS 2: eu não fiquei na janela como uma fofoqueira olhando tudo que estava acontecendo, a festa estava sendo montada na minha garagem e por isto eu pude acompanhar tudo.
LIZA